Hoje polêmico assunto foi muito divulgado, o mundo em combate a AIDS, decidi reassistir o filme ''Filadhelphia'', fala sobre um bem sucedido advogado que é demitido por seus sócios terem decoberto que ele era gay e aidético, refleti bastante sobre a consciência e conceitos que as pessoas duramente impõe sobre portadores do vírus hiv, fato que me fez lembrar de quando eu estava no Barros Barreto, com minhas duas pacientes portadoras do vírus, algumas cenas parecem terem se repetido comigo enquanto eu as atendia, eu, sobre o leito de uma delas, olhando... olhando...
refletindo sobre aquela vida...
que de alguma maneira já estava com os dias contados, nao que a minha ou a de algum familiar meu, não esteja, mas é uma dura realidade e perspectiva na qual ao me deparar, foi penosa demais, por isso ,neste momento, refletindo bem sobre esse ''DIA MUNDIAL DE COMBATE A HIV'', peço consciência, reflexão e muita compreensão para com esse assunto.
Segundo, foi exatamente pela ''morte social'' que os pacientes passam após a descorberta da doença e a segregação social que é feita, senti a dor, me coloquei no lugar deles, nunca me esqueço quando ouvi uma delas(paciente 2) dizer: ''Depois que souberam que eu tinha AIDS, ninguem quer me abraçar e nem saber da minha amizade... só posso contar minha mãe e meus filhos pra viver e ao Deus Eterno'', eu escutei e vivenciei tudo isso absorta, tuuuudo mecheu comigo pronfundamente...
ver a paciente 1 com a visão perdida, me perguntando se havia como o tratamento fazer a visão voltar, a neurotoxoplasmose que havia acometido essa moça de lindos olhos castanho-esverdeados, tinha se aproveitado da baixa imunidade para que desse sítio ao parasita destruidor do globo ocular, como explicar isso a alguem cheio de esperanças?
A única esperança está em Deus, foi o que eu disse, é o que Vive, meu Jesus, Salvador.
Obrigada Senhor por me usares, que eu miserável do jeito que sou, ainda sim, tenho a oportunidade de vivenciar experiencias de muito aprendizado como essas.